18 de outubro de 2011

Mais um dentinho!

Já mencionamos que a dentição da Cora é bastante difícil. E é. Recentemente, ela teve uns dias de febre, côcô mole e brilhante, falta de apetite e muito dengo. Chutamos e acertamos: dente novo na área, ou melhor, na arcada! Molar ou pré-molar superior esquerdo. Somente ontem consegui senti-lo.

Agora são, ao todo, 11 dentinhos. Seis na arcada inferior e cinco na superior.

Aproveitando para registrar o tempo. Desde que voltamos para Rio da Conceição, os dias (e as noites!) estavam extremamente quentes. Estava até perdendo a graça, não fossem os banhos de rio para refrescar, a gente tinha derretido.

Como costumo mencionar nas minhas palestas, o Cerrado tem duas estações do ano bastante distintas: seca e chuvosa. Daí que no início de outubro começou, sem muitos avisos a estação chuvosa no Jalapão. O Jalapão está nos domínios do Cerrado, mas seu regime de chuva é bem nervoso... na verdade, aqui não começam as chuvas... começam as tempestades!

Segunda-feira, de madrugada, tinham trovões embaixo da cama, raios mil na varanda!

Lava tudo, chuva! Lava!

15 de outubro de 2011

Aos 7 anos se ama

Hoje eu e Louva completamos 7 anos de casados.

Ganhei um lindo e emocionante presente do meu homem...

Aos 7

Minha senhora, me ensinaram que depois do 7 vem o oito,
porém também me ensinaram que aos o 7, vem a possibilidade do infinito.
Incrível como temos a facilidade de nos apaixonar de um ser que pode ser o ser mais SEReno
que a loucura do mundo ode nos apresentar.

Quando carrega, é pata, 
quando ama, é sana,
quando trabalha  não falha,
quando é mulher, não tem pra quem quer,
quando é mãe, não tem pra ninguém
e comigo, sempre me tem.

passado o tempo, me sopra o vento 
dizendo que assim estou a contento.
Anos e anos de alegria passamos, amamos e bastante conversamos
e felizmente contente estamos.
No duro batemos para furar
no macio aconchegamos para de suas nuvem-jubas lembrar.

Vieram Elas, acompanhando a mamãe, muito belas, 
anjos com sua importancia, chegaram chegando.
O coracao aumentando para ir recepcionando o harém do papai
que sempre esteve funcionando.
Viagens fizemos, mudanças acontecendo.
De casa em casa nos viramos, crescemos e como um casulo metamorfoseamos.
Nos conhecemos nos estudos,
desde criancinhas convivemos e 
nos graduando fomos amando.
Agora chega o 7, valeu cada minuto, cada abraço,
cada grito, cada beijo, cada desejo, cada barriga, cada lambida, cada saída, cada ano.

Aos 7 esta bonito,
agora quero o infinito.
 


Re-mudando, reafirmando

No último fim de semana, os Divovós vieram trazer de volta nossa mudança. Já tínhamos encaixotado quase todos nossos pertences, que foram passear em Brasília e agora voltaram pra casa...

Aproveitando a rápida visita, colhemos e comemos muitos cajus e mangas, tomamos banhos de rio, fizemos pequizada, jiboiamos e curtimos uns aos outros...

Familia nas areias do Rio Manoel Alves
São os registros do fim de semana:

Cora recebendo o presente de dia das criancas dos Divovos

Uba! Uba! Caiuh!

Mamae, Cora e Celeste refrescando

Divovos namorando e refrescando

11 de outubro de 2011

Saudade do papai

Eu e Cora torcemos pra ontem e hoje passar bem rapidinho, pra chegar logo o dia 12 e o papai vir pra casa ficar com a gente.


Mas infelizmente uma emergência e papai e teve de fazer plantão, por isso nao vira...  ahhhhhhhhh!


Aproveitando para parabenizar a Tia Dani!!!! Feliz aniversario, Tia! Amamos muito você!

7 de outubro de 2011

Desmamando a Cora

Muitos sabem da minha peleja, persistência e vontade de manter a Cora amamentando leite exclusivamente materno durante seus primeiros seis meses de vida. Foram varias dificuldades enfrentadas... Inicialmente, eu tinha muito, muito leite. O quarto vivia cheio de pingos de leite no chao e caminho do banheiro ao quarto tambem, pois durante e depois do banho o peito jorrava. Tive aquele peitao verde/azulado, brilhante, cheio. 

Mas dai vieram as dificuldades e a primeira delas foram as rachaduras. Doia horrores quando a Cora sugava. Eu convulsionava de dor e depois ficava toda entrevada de tantos que meus nervos se repuxavam enquanto amamentava.

Depois das rachaduras, veio a infecção urinaria. Tive que tomar antibióticos e remédios que diminuíam a produção de leite  - efeito colateral expresso na bula.

Juntando tudo isso, senti-me bastante sozinha e insegura. Louva estava finalizando o trabalho de livreiro e nao pudia ficar muito conosco no primeiro mês. E eu era marinheira de primeira viagem...

Foram mais de 15 visitas ao banco de leite do HRT, ingestão de medicamentos alopáticos e homeopáticos, cuscuz, canjica, sopa, cural, melado, rapadura, chás... 

Diante de todo meu esforço e desespero, ainda tinha que ouvir "eh só psicológico". Esse "só" nunca foi tao infinitamente plural na minha vida. Quem nunca passou por isso nao tem ideia do que se passa.

Mesmo com todas as adversidades, nunca desisti. Cora ama mamar e acho que eu amo ainda mais que ela te-la em meu peito. E juntas, seguimos amando-mamando ate que... Celeste!

Engravidamos quando Cora tinha exato 1 aninho. Muito cedo pra tirar o peito, pensei. O Dr. petrus falou que teria que desmamar a Cora ate a 18ª semana de gestação, pois a estimulação do mamilo poderia provocar contrações a partir dai.    

A verdade eh que completei 18 semanas de gestação e nao tinha conseguido tirar o peito da Cora.  Nao tinha me esforçado de verdade. Se ela chorava, ou caia, ou acordava no meio da noite, eu dava o peito. Creio que o processo de largar o peito estava muito mais difícil pra mim do que pra ela. Simplesmente eu nao sabia o que dizer pra ela. Acho que nao sabia o que tinha que dizer pra mim mesma...

Enfim, fui conversando comigo mesmo e pedindo clareza nos meus pensamentos. Foi quando um dia consegui dizer "Filha, agora precisamos guardar o mama. Temos que economizar, porque o bebe vai chegar na nossa família e ele nao sabe comer, só sabe beber leite..." - "bebe?" - "eh... o bebe vai precisar de muito leitinho pra poder crescer, vamos guardar?" - "guada!".

E, assim, seguimos conversando eu e Cora, amadurecendo a ideia do desmame. Sem traumas e por amor a Celeste!

Dai hoje, enquanto tirava a rouppara tomarmos banho juntas, ela pegou os meus peitos com as duas mãos e disse "este, este", dizendo que eram pra Celeste, numa boa... fiquei emocionada... orgulhosa...

5 de outubro de 2011

A vida com Cô-côco

O retorno pro Tocantins nos está instigando algumas mudanças. Estamos doidos por uma casa maior... mas ainda não tem nada certo no alvo.

Outra mudança, da qual estamos colhendo frutos imediatos é a substituição da Vanda pela Dona Socorro, ou Cô-côco, como diz a Cora. Muito caprichosa e carinhosa, estou satisfeitíssima! Tenho saído de casa com a Cora no colo dela dando "tchau, mamãe". Saber que ela está ficando em casa com outra pessoa numa boa e se despedindo de mim na hora de ir pro trabalho é sinal que está sendo bem cuidada.

No primeiro dia que saí de casa pro trabalho deixando Cora com D. Socorro, quando voltei no almoço, D. Socorro estava cantando pra Cora, que dormia como um anjo nos seus braços. Linda cena. Fotografei e posto aqui pra vocês conhecerem a nova pessoa de nossas vidas.



Os móveis da casa, cantos e avessos nunca estiveram tão limpos. Sem eu precisar pedir NADA. Como eu precisava de alguém proativo assim...

Aproveitando o post para contar das peripécias da Cora.
Estivemos em Barreiras na última semana, visitando o papai. Um dia, fomos deixar o papai no serviço e a Cora não queria perdê-lo de vista, por isso, não aceitava ir embora. Falei "filha, nós só viemos deixar o Papai no trabalho. Ele vai trabalhar agora e depois volta pra ficar com a gente mais um pouquinho", ela "babaiá?", eu "é, trabalhar, depois papai vai pra casa". Estendendo os braços pra dentro do escritório: "babaiá, qué! babaiá, qué!".

4 de outubro de 2011

Adeus Brasília vou pra outra cidade

Definitivamente, Brasília não é mais pra gente...

Na tarde do último dia legal para eu me apresentar no escritório em Brasília, apresentei minha carta de desistência de remoção. 

A saída de Rio da Conceição estava muito difícil. O coração dizia não vai, mas a razão dizia vai sim. Resolvemos ouvir o coração.

De certo que aqui no Rio não tem a gran-família, nem estrutura médica, nem açaí na tigela, nem hipermercado, nem variedade de frutas e verduras, tão pouco um cineminha... mas também não tem trânsito, poluição, aglomeração, viroses-mil, correria, consumismo, estresse, insegurança, frieza, carros, barulhos, sirenes, alarmes, elevadores, presenças-ausentes, disputas, maquiagens...

Aqui é simples assim: tem berço de águas, porta aberta, praça, natureza, cerrado em cio, ar puro, amigos, cachoeiras, araras, vizinhança, qualidade de vida. Nada de shoppis.

O principal motivo da nossa mudança para Brasília era para ficarmos perto da família. Mas, em compensação, eu ficaria muito mais distante da nossa célula familiar. É que moraríamos a uma hora de distância do serviço, com trânsito, (ou seja, duas horas ao fim do dia: uma pra ir, outra pra voltar); sem tempo para ir em casa almoçar, ou ficar menos de 1 hora em casa no almoço. Enfim, eu ficaria o dia inteiro longe das minhas crianças. E isso eu não quero pra minha vida, conscientemente. De que adiantaria estar perto da gran-família sendo que eu estaria longe da minha própria? Nã-nã. 

Estar o maior tempo possível com meus filhos é o que quero. Aqui, demoro três minutos de caminhada pra chegar no serviço. Impagável o tempo que ganho morando perto do trabalho! Isso é qualidade de vida. Quero eu mesmo poder levar meus filhos pra escola, almoçar com eles todo dia, tomar banho junto, ter tempo e disposição para com eles brincar... cada cinco minutos a mais juntos por dia, significa pessoas mais cheias de amor no futuro.

Meus filhos são prioridade agora. Cora gosta demais daqui. Portas sempre abertas, areia do rio, natureza, amiguinhos doces... aqui ela é livre e muito feliz!

Somos todos muito felizes aqui. Por isso dizemos, sorrindo:
FICOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

Céu de um azul Celeste, Celestial...

É menina! Cora vai ganhar uma companheira!
Quarta-feira passada fomos na Dra. Andreia fazer a ecografia morfológica do 2º trimestre. Graças a Deus, tudo perfeito, nenhuma alteração detectada! Tudo ótimo e o bebe se desenvolvendo normalmente!

Papai não pôde estar presente, pois estava na Bahia trabalhando, mas ficou ligado no viva-voz, acompanhando tudo, tim-tim-tim-por-tim-tim. O Papai não queira que soubéssemos o sexo do bebe. E bem na hora, o bebe colocou a mão entre as pernas e não deixava ver anda! Papai comentou "obediente desde já"... mas loguinho a sapeca mostrou a perereca e o coração explodiu de alegria! É Celeste que vem pra gente!

De certo não tão emocionante como saber momento do parto, mas muito especial o momento da descoberta indireta também...

Bem-vinda a Céu, que vem iluminar ainda mais nossa família!

2 de setembro de 2011

Ventos andarilhos

Tenho a impressão que toda vez que vou escrever no blog devo começar com os últimos dias fora muito fortes, muito intensos. Talvez porque demore muito a escrever, dai vão acumulando os fatos e  quando chega a hora de botar as historias no papel, sao tnatos causos que fico sem saber por onde começar. 

Dessa vez, nao vou seguir ordem cronologica, mas sim ordem de impacto nas nossa vidas. E o primeiro paragrafo desse capitulo vai iniciar assim...  

Mamae Carol Enrascada se inscreveu num concurso de remocao interno enquanto estava no Japao. Mamae foi selecionada e seu nome saiu no ultimo boletim de servico do instituto. Mamae se inscreveu pra Brasilia.

Nao esta sendo nada facil aceitar a ideia de deixar Rio da Conceicao. Se saimos daqui, eh por causa da familia. Indiscutivelmente, temos mais qualidade de vida seguindo o ritmo de vida donde estamos.  Somos escancaradamente felizes com nossa vidinha de interior... Cora na rua, no quintal, casa aberta, rios limpos, banhos de rio a 3min de casa, povo pacato... cerrado, escritorio agradavel e a 3min de caminhada de casa... incontaveis fatores nos fazem ama  tudo isso...

Eh com o coracao  que te deixamos Rio da Conceicao! Felizes momentos vivemos aqui. Jamais esqueceremos! 

17 de agosto de 2011

Vida, vida!

Hoje, colocando a Cora pra dormir, deu um sentimento boooom no peito vê-la adormecer anjinho! Muito amor... fiquei pensando no tanto que sou agraciada, abençoada e feliz de poder ter esse sentimento tão bom! É um amor que libera endorfina, sacia a alma... 

Daí quando pousei a mão na barriguinha, mais amor ainda, dentro de mim! Se mexendo!
Tá crescendo a luz! Segunda-feira fizemos quatro meses... meu corpo e meus pensamentos estão mudando depressa agora!

Obrigada por você existirem, minhas vidas!

9 de agosto de 2011

Cora crescendo

Minha filha está enorme... como passa rápido.

Rever as fotos da época do nascimento, quando ela cabia facilmente em apenas um dos braços, pesava tão levinha!

Agora está sapeca, esperta que só ela! Carinhosa com uma flor... tão bom tê-la!

Obrigada por você existir, meu amor! Mamãe ama nenem!
E esse amor cresce a cada dia!

7 de agosto de 2011

Nossas ilustres visitas:


Nossas últimas três semanas foram muito intensas e divertidas. Primeiro vieram, prum fim de semana, o Vovozão e a Vovó Linda, de surpresa. O Vovô voltou pra Brasília e a Vovó ficou durante toda a semana com a gente. A presença da Vovó em casa tranquilizou, iluminou e alegrou nossa casa e nossos corações, ainda mais porque tínhamos passados dias difíceis na semana anterior.                           Obrigada por tudo, Vó Linda!

No fim de semana seguinte, o Vovôzão voltou para ficar com a gente. Logo em seguida, chegou a caravana dos Divovós! Vieram Divovô, Divovó, Dinda e Lipe, Tia Ana, Bia e Pedro e a Nanda. Imaginem como nossa casa e corações ficaram ainda mais cheios e contentes!!! Foi preciso montar barracas no quintal pra comportar toda essa equipe! Vô Zão e Vó Linda foram embora na madrugada de segunda, mas a caravana da alegria ficou por toda a semana!

Foi uma semana agitada e divertidíssima, principalmente pra Cora, que curtiu muito a amizade e companhia da prima Bia e os paparicos com o primo Lipe. Além dos cuidados e carinho da Nanda e os chamegos dos Divovós. Todos os dia, de manhã e de tarde, era hora de ir pro rio! Que farra... aqui em casa, era uma reunião de sorrisos e relaxamento, porque banho de rio lava a alma e faz carinho no coração, deixa todo o mundo feliz da vida e desestressado!
(Tia Ana, manda pra gente por favor as fotos da família reunida na Lagoa Bonita pra Mamãe postar aqui no blog?!)

Lipe bebendo água pela 1ª vez

Bia, paixão da Cora
Nanda, com carinho

Muito obrigado por contagiar nosso lar de alegria, família! 
Vocês são sempre bem-vindos! 
Voltem logo!

No fim de semana seguinte, foi hora de nós viajarmos! Pegamos carona com a caravana dos Vovós e fomos  para Brasília, pois Mamãe-nhê tinha consulta com o Dr. Petrus. Em Brasília foi super rápido, só o tempo de visitarmos os Bisos em Taguatinga, fazer exames e consulta. Ah, mas deu tempo da Cora brincar no parquinho da casa dos Avós e passear no Terraço com a Vovó!


Pra voltar de Brasília aqui pra casa, as queridas e animadas Tias Lu e Ana vieram com a gente!!! Ou seja, mais dias de folia aqui no Tocantins! As tias brincaram muito com a Cora e pudemos passear um pouquinho também! Foram dias maravilhosos! Agradecemos muuuuuito a companhia!!!!

Tia Ana e Cora: tarde toda brincando na areia














Passeio na cachoeira


Flores do quintal



20 de julho de 2011

Mamãe sem noção corta franja de filhinha



Papai, fica bravo com a mamãe não, tá... vai crescer de novo...

Êba! Surpresa bem-vinda: Vovós amados na área!

A gente aqui no maior perrengue e de repente, na noite da última sexta-feira, entram pela porta de casa o Vovô Barradas e a Vovó Linda! Êba!! IUPI!!!

Maior alegria do mundo quando os vimos! Bom demais! Não esperávamos pela surpresa, super bem-vinda! 

Passamos um fim de semana super agradável! Vovô ficou com a gente durante o fim de semana, mas teve que ir embora na segunda, pra trabalhar. Já a Vovó, êêê!!, a Vovó resolveu ficar com a gente a semana toda!

Essa vinda da família foi providencial, pois estávamos numa situação que vou te contar! Cora e Carol dodói, Louva viajando... nuh! Difícil hein! Ainda bem que temos uma família maravilhosa... sempre pronta. 

Obrigada pela visita e apoio, amados Vovós!

Obrigada por vocês existirem!

15 de julho de 2011

Dias de perrengue: Cora dodói...

A febre da Cora começou aquele dia com a Maria e foi só aumentando. Na mesma noite, corri com ela pro hospital em Dianópolis. O Áquilas, muito cordialmente, nos acompanhou. 

Segundo a médica de plantão: vermelhidão na garganta e ouvidos. Remédio: antibiótico.

Odeio isso. Aqui, sempre receitam antibiótico pras crianças. O pior é que não tenho outra alternativa. Ver minha filha se tremendo de febre alta... 

Estávamos administrando as gotinhas de pulsatilla, remédio de fundo da Cora, diariamente... não sei o que aconteceu! Como não temos um Dr. Amauri por aqui, o jeito foi ceder aos alopáticos, mesmo que a contra-gosto.

A febre continuou até o dia seguinte, alta, sem cessar. Até que diminuiu no fim da tarde de ontem e não mais voltou forte. Somente febril em alguns momentos.

Hoje ela acordou molinha, dengosa... sem ânimo, sem apetite. Primeiro, tomou um copo de água, depois, fiz um mingauzinho, que ela até que comeu bem, mas depois disso não quis mais nada. Nem almoçou. Fora que dormiu praticamente toda a manhã.

Muito agoniante ter o nosso tesouro dodói, papai longe, mamãe trabalhando e também doente! Mas faz parte, né... uns momentos de sufoco, mas uma vida inteira de alegrias!

Vamos cuidar e rezar pra nossa Corinha ficar boa logo!

13 de julho de 2011

A falta que a família nos faz!

Certo que sempre sentimos muito o fato de não termos nenhum parente aqui no Tocantins. Prum passeio num fim de semana, pra uma comemoração, um visita, jogar conversa fora... Mas quando mais sentimos a falta é mesmo na hora do aperto.

Ontem e hoje, eu estava com viagem marcada para Almas, um município há uns 80km daqui de casa. Como é perto, programei de ir e voltar pra dormir em casa. Como sabia que ia ter alterações nos horários rotineiros, avisei a nossa secretária do lar que precisaria especialmente dela nesses dias. Para minha surpresa o papo dela quando chegou aqui em casa ontem de manhã, dia da viagem, foi: "Bom dia! Carol, você pode me dispensar hoje?". Fiquei de cara... realmente, o povo de Rio da Conceição não sabe trabalhar nem tem noção alguma de compromisso. "é que eu preciso ir atrás do meu pai, que tinha que chegar de viagem e não chegou". "Poxa, Vanda, quando te convém, os 1.395 habitantes da cidade são teus parentes, sendo que 1.100 são desempregados. Precisa ser VOCÊ a ir atrás do seu pai? Nós já não tínhamos combinados que hoje eu precisaria de ti? Que que você quer que eu diga? Tá dispensada, vai nessa que hoje eu vou deixar a Cora sozinha pra ver se ela se vira??? Fala sério Vanda, pra você vir me pedir isso, você tem que pelo menos me dar uma opção!"

Seria desastroso eu não comparecer na reunião programada. Várias pessoas tinham sido mobilizadas para o evento e não tinha como desmarcar! Que fazer? Ao contrário da Vanda, eu gosto de honrar meus compromissos...

Se eu tivesse alguém da família aqui, não seria o menor problema: deixava a Cora lá, com pessoa de minha confiança. Mas prestem atenção às coisas que a gente tem que se subornar em função de sei lá o que... Cora acabou ficando aqui em casa com uma mulher que nunca vi na vida, a Maria. Depois, descobri que ela é ex-mulher do Dico (menos pior um mínimo de referência). Maria, a estranha, na minha casa com meu tesouro.

Daí, pra piorar, hoje a Cora ataca uma febre durante a tarde, sob os cuidados da Maria. Ainda bem que a reunião em Almas terminou mais cedo que o previsto. Era pra eu estar em casa às 20h e acabei chegando no meio da tarde, bem no início da febre.

Cheguei e ela estava toda molinha, derretida... sem apetite. Dei antitérmico e a febre baixou, mas não sumiu. Dormiu facilmente, mamou só um trisquinho, mas a febre continua... está na minha cama agora, dormindo. Volta e meia um gemidinho. Ainda agora foi "papa papa".

Complexo. Ao mesmo tempo que somos super felizes aqui, a falta da família e de estrutura parece comprometer tudo.

10 de julho de 2011

Meu primeiro pirulito: Aniversário da Júlia, 1 aninho!


 Ontem foi o primeiro aniversário da Júlia, uma amiguinha da Cora aqui do Rio da Conceição. O temo da festa era a Moranguinho, estava tudo muito caprichado e bonito.

Cora, MUITO cotente. Dançou bastante e serelepou de um lado pro outro!  Tava tudo tão divertido que a mãe não resistiu e infringiu as regras alimentares: deu açúcar pra Cora! Um pirulito, esse aí da foto. Olha a alegria da menina!



Essa foto aí da esquerda foi antes dela chupar  o pirulito, vejam bem como eles (Cora e os pirulitos) se enamoram...




 
 Essa é a Júlia, a aniversariante, ganhando um beijinho bem estalado da amiguinha Cora.



Corinha e seu chapéu, ou melhor "papel", como diz ela...

Também ontem, aprendeu a falar girafa: "farafa".
Tá tagarela demais nossa neguinha!

7 de julho de 2011

Finalmente em casa! Já estamos no Rio da Conceição!

Depois da odisséia que foi o meu retorno ao Brasil, finalmente em casa.

Chegamos ontem no Tocantins. O serviço está bombando de demandas e o calor quente de verdade. De noite, a temperatura cai bastante e é preciso fechar a casa para não resfriarmos. Bem típico da época seca essa enorme amplitude térmica.

Nossa Cora, nos surpreendendo a cada dia. Hoje depois do almoço, estávamos as duas na sala depois do almoço e eu comentei com ela "filha, que tal a gente chupar mexerica de sobremesa? Você quer?" ela fez que sim com a cabeça, daí eu abusei: "então vai lá na fruteira, pela uma mexerica e traz pra mãe pra ela abrir pra gente". Ela ficou parada, como se tivesse perdido uma parte. Daí eu corrigi: "filha, vai lá na cozinha buscar uma mexerica pra gente. A fruteira fica na cozinha. É onde estão as mexericas, na cozinha". No mesmo instante ela saiu da minha vista e em 20 segundos voltou com uma mexerica na mão! 

Muito esperta essa muleca!!! Quanto orgulho sinto!

Mas está manhooooosa. Os caninos estão nascendo, por isso o dengo. Falando em dentes, quando estivemos em Brasília, levamos a Cora ao dentista. Pense no chilique que ela deu. Chorou tanto, barbarizou tanto, que a  doutora não parava de se desculpar (como se a culpa fosse dela...) e nem teve coragem de cobrar a consulta. Eu disse pra Dra. que a Cora era assim mesmo, brava, que não admitia ser examinada. Mas mesmo assim, ela ficou super constrangida! 

Com o Dr. Amauri, foi a mesma bronca. Também levamos ela ao pediatra semana passada. Estava numa boa durante nossa conversa até o momento em que precisamos deitá-la para ser examinada. Aí já era... chorou de soluçar.
Fomos ao Dr. Amauri por causa de um resfriado que incomoda a Cora há alguns dias. Muito catarro. Peito chiando. Ela nunca tinha gripado antes, foi a primeira vez e veio de com força. Mas está ficando melhor com as gotinhas!

Sara logo minha florzinha carnívora!

Papai foi pra Barreiras-BA. Seu primeiro dia de Gerente Estadual do Fogo! Sentimos sua falta e desejamos boa sorte nessa nova empreitada, papai!

26 de junho de 2011

IUPI!!! Retorno ao Brasil confirmado, via Emirados Árabes

Acabei de receber a notícia: nossas passagens foram compradas! Vamos sair daqui do Japão hoje (26/06), às 22h, rumo à Dubai. Ainda não sei ao certo o trajeto... nem quantas horas durará essa odisséia. Tão pronto tenha mais informações, comunico.

Espero vê-los loguinho!

Até quando o vulcão não vai me deixar sair do Japão?

Continuo na espera de notícias que levem de volta para casa. Porém a realidade é dura: no site da LAN (a operadora do voo cancelado, trajeto Auckland > Santiago), diz que o trajeto só será reestabelecido - caso as condições metereológicas permitam - a partir de 1º de julho!

Somente amanhã, poderemos cnoversar com a agência de viagens da JICA e verificar a possibilidade de alterar a rota e voltarmos pela Europa. Esse caminho ainda não está em discussão porque é muito mais caro. Mas com a notícia da imprevisibilidade do reestabelecimento dos vôos para Santiago, acredito que essa será nossa única saída, já que pelos EUA não dá, por não termos visto.

Hoje precisei sair um pouco, para respirar, espairar, deixar de pensar. A saudade que sinto me devora... o banzo me padace... tenho necessidade de Cora!